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Irmão de Chávez é alvo de sanções dos EUA e Maduro se diz aberto ao diálogo

FOTO: © REUTERS/ Marco Bello

Irmão de Chávez é alvo de sanções dos EUA e Maduro se diz aberto ao diálogo

O presidente venezuelano Nicolás Maduro disse nesta quarta-feira estar aberto ao diálogo com outros países, que se deve dar por respeito mútuo.

A afirmação veio no mesmo dia em que os Estados Unidos impuseram sanções à Venezuela, incluindo a um irmão do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez. Todas as infomrações são da SPUTNIK NEWS BRASIL.

Em encontro do Conselho Político da Aliança Bolivariana para os Povos da América —Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP), realizado em Caracas, Maduro afirmou que a Venezuela “está aberta para que o mundo estabeleça o diálogo”, em prol de um “acordo pacífico”.

“Penso que precisamos de um diálogo regional e eu ofereço à ALBA [a Aliança Bolivariana para os Povos da nossa América] e aos líderes do país, presentes aqui, a chance de estabelecer um diálogo baseado no respeito pela Venezuela”, afirmou Maduro, um dia após representantes de 17 países das Américas terem condenado a “quebra da ordem democrática” no país.

No final de julho, após a eleição venezuelana da Assembleia Nacional Constituinte, os Estados Unidos introduziram sanções contra Maduro por “minar a democracia”, congelando todos os seus bens sujeitos à jurisdição dos EUA.

No início do dia, a ALBA também emitiu uma declaração, condenando as sanções econômicas contra a Venezuela, visando prejudicar o governo e as pessoas do país e apelando para um “diálogo construtivo e respectivo”.

A ALBA foi criada em 2004, por iniciativa do então presidente venezuelano Hugo Chávez e do líder cubano Fidel Castro. A organização conta com 11 estados membros de pleno direito, incluindo Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela, bem como três membros observadores, e o Suriname como “membro convidado especial”.

Novas sanções

Também nesta quarta-feira os EUA impuseram novas sanções contra a Venezuela. Os alvos foram alguns membros da controversa Constituinte, que iniciou os seus trabalhos no sábado passado e que, segundo Washington, pretende fortalecer a “ditadura” de Maduro.

As medidas atingem seis membros da Constituinte, incluindo Adan Chávez, irmão do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, além de um oficial militar e um membro da autoridade eleitoral venezuelana.

“O presidente Maduro juramentou esta Assembleia Constituinte ilegítima para fortalecer ainda mais a sua ditadura, e continua apertando seu domínio sobre o país”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, em um comunicado.

“O desrespeito deste regime pela vontade do povo venezuelano é inaceitável, e os Estados Unidos estarão com eles em oposição à tirania até que a Venezuela seja restaurada para uma democracia pacífica e próspera”, completou.

FONTE: SPUTNIK NEWS BRASIL
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