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Projeto para terminal de ônibus está em discussão

FOTO: O Diário

Projeto para terminal de ônibus está em discussão

Terminal Rodoviário será construído atrás da Praça de Brinquedos, no Centro

Nova Petrópolis - “Fui procurada por diversas pessoas preocupadas com seus filhos”, comentou a vereadora Kátia Zummach (PSDB) sobre o local escolhido pela Prefeitura para a obra de um terminal rodoviário. “Hoje é um lugar de família, se tem o medo de perder o sossego”, completou.
A conhecida “Praça dos Brinquedos” fica no terreno central, atrás da atual rodoviária, a qual a Prefeitura possui um contrato de aluguel de R$ 13 mil mensais. O pagamento também é realizado através de parcerias. “A obra será em torno de R$ 150 mil, o que com o valor do aluguel de R$ 13 mil se pagaria em um ano”, afirmou o vereador Jerônimo Stahl (PDT).

DISCUSSÃO
A discussão levantada nos últimos dias vai de encontro à segurança das crianças que utilizam a praça, visto que o terminal ficará no mesmo terreno, o que com a movimentação poderia colocar em risco os usuários do local de lazer. “Vai ter algum cercado, algum muro para defender as crianças? E que seja bem alto, porque já imaginou carregarem nossos filhos? Que seja eles lá e nós pra cá”, opinou a mãe de três filhos e moradora do local, Gisele Buratti.
Debatida na primeira sessão ordinária da Câmara, na segunda-feira, 5, os vereadores opinaram sobre o projeto. “O local é secundário, ter a rodoviária é o circunstancial. Talvez hoje o lugar mais disponível seja aquele lugar”, pontuou o vereador João Paulo Viana (PSB).
“Temos que ter cuidado quando se trabalha com situações que impactam a comunidade”, ressaltou Jorge Darlei Wolf (PSDB). “O que não pode é continuar pagando aluguel e não termos rodoviária”, concluiu.
OPINIÃO
No interior: Andreia Rüchel, 41, possui uma filha de nove anos.
“Eu uso transporte público diariamente, moro na Linha Olinda e trabalho no Centro. Se colocarem em um lugar distante do Centro a gente vai ter que sair uns 10 minutos antes para se deslocar até o local, e se chove?
Mas se vier mesmo pra cá, acho que tem que ser cercado, porque tem o pessoal que vem de Porto Alegre, Caxias. Mas a gente também tem que se responsabilizar e não pode deixar eles sozinhos. Lá onde moro não tem pracinha, se for andando é muito longe”.
FONTE: O Diário
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